X, Y, W… Mas ninguém fala da contraditória geração Pilatos

Por gocom 4 anos atrásNenhum comentário
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Muitos dos que nasceram entre 60 e 80 (a chamada geração X) já estão em cargos de comando dentro das empresas. No caso dos Y e W (entre 1990 e 2000), a maioria ainda sonha em ter seu próprio negócio, em fazer seus horários e, sobretudo, em ser independente financeiramente. E é esse o pessoal que vem até as agências, faz entrevista, mostra pasta e, eventualmente, arruma um emprego.

É bom relatar que a mesma maioria não costuma esquentar muito a cadeira da nova empresa. As justificativas para isso costumam ser: estou em busca de novos desafios; a empresa não partilha da minha filosofia; eu não tinha mais como crescer lá dentro. O detalhe é que essas conclusões não precisam mais do que algumas semanas para aparecer. Está aí um povo que troca mais de trampo que técnico de futebol no Brasil.

Por outro lado, se perguntarmos às empresas o porquê dos Ys e Ws se desligarem (ou serem desligados) tão fácil, ouviremos coisas como: o cara não tem foco / só fica no celular / só fica no Facebook; a menina está aqui há um mês e já quer ser diretora; aqui não tem lugar para gente mimada; o infeliz acha que há um limite de alterações que o cliente pode pedir. E por aí vai.

Agora, se boa parte desse pessoal começou ontem no mercado de trabalho, como conseguiram acumular tantos ‘vícios’ em tão pouco tempo? Talvez porque esses vícios não sejam fruto da pequena experiência profissional, mas de anos e anos em contato com outro tipo de pessoas: a geração Pilatos.

Sabe aquele pai que faz tudo (tudo mesmo) pelo filho e não dá conta de que isso não é necessariamente bom? Aquela mãe que, na ânsia de se manter próxima aos filhos, não ensina os princípios da autoridade? Então, esses são os mesmos pais que largam o filho o dia todo na escola e delegam a esta a obrigação de educá-lo, esquecendo-se que o ‘berço’ fica em casa. Dão um carro aos 18 anos para alguém que não sabe nem fritar um ovo. E se algo dá errado com os filhos, eles lavam as mãos e dizem “a minha parte eu fiz”.

Se você é jovem, entenda o seguinte: a vida profissional não é como na escola. Você não vai passar de ano apenas por ser um aluno bonzinho. Não vai ter sempre um trabalho em grupo para salvar sua nota. E ninguém vai chamar seus pais se sua situação não estiver boa. Se eles não ensinaram você a se virar sozinho, não é o seu chefe quem vai fazer isso.

Mas a culpa não é só sua.

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