Debate dos Presidenciáveis: um Empate Nada Técnico

Por gocom 6 anos atrásNenhum comentário
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Debate

O assunto que está bombando esta semana é o primeiro debate dos presidenciáveis, realizado na terça-feira pelo Grupo Bandeirantes. E como este blog é apartidário, é claro que não vamos defender esse ou aquele candidato, tampouco qualquer plataforma de governo.

Então por que falar do debate? Por um motivo simples: as diferentes maneiras pelas quais cada pessoa capta uma mesma mensagem. Afinal, estamos num blog de comunicação.

Pense assim: o debate que passou na sua TV foi o mesmo que passou na minha, na do Bonner e nas TVs do pessoal do Oiapoque e do Chuí. Todos ouviram as mesmas perguntas e respostas, correto? Porém, se nos focarmos naquilo que foi publicado nas redes sociais durante e logo após o evento, encontramos milhares de posts com informações (ou sensações?) bastante distintas. Quer ver só?

— O candidato X não tremeu em momento algum; certamente saiu vitorioso!

— O candidato Y mostrou que está mais preparado, foi o único sem respostas evasivas.

— Você viu como o candidato Z acabou com os outros? Desse jeito, não vamos nem ter segundo turno!

(na verdade, os comentários não costumam ser educados assim; a agressividade com que eleitores de um candidato se dirigem aos do outro deixaria ruborizados palestinos e israelenses… aqui caberia outro parêntese: os eleitores agem assim baseados na descompostura de seus candidatos ou os candidatos se agridem inspirados em seus eleitores?)

Mas voltando à repercussão do debate, não é estranho que as pessoas tenham percepções tão diferentes sobre um mesmo evento? Na verdade, não. A experiência nos mostra que é sempre a SUA filha quem deveria ter ganho o concurso de miss. É sempre o SEU cachorro o mais esperto da vizinhança. É sempre o SEU time o melhor do mundo (ou do estado, pelo menos). Imparcialmente, claro.

O fato é que, quando uma discussão atinge algum laço emocional – ou filosófico –, não há índices, números ou pesquisas que convençam os envolvidos do contrário àquilo que acreditam, pois a lógica que conduz o cérebro não é a mesma que seduz o coração. Nessas horas, haja margem de erro para tanta paixão…

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  Opinião
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